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A Luz do Deserto
Durante período de guerra, dois pilotos em seus caças de última geração travavam luta aérea cada qual tentando destruir o outro. Experientes, há horas e sem êxito tentavam se destruir. Sobrevoando área desértica depararam-se com forte tempestade de areia, a qual inesperadamente os derrubou. Sobreviveram às quedas, devido ao amortecimento do solo arenoso e à baixa velocidade que se encontravam naquele momento.
Um dos pilotos avançou em direção ao outro. Encontraram-se e começaram a lutar. Entretidos com a disputa, certo momento rolaram morro abaixo. Exaustos, pararam e subiram novamente. Entreolharam-se com ódio, mas perceberam que naquele momento não havia nada a ser feito senão procurar alguma maneira de sobreviverem em meio aquele deserto. Estava anoitecendo, a temperatura cairia e isto era preocupante.
Mais tarde, sentados num dos restos de carcaça de um dos caças, olhavam para o deserto escuro, porém estrelado. Muitas perguntas se passavam por suas mentes. Tinham famílias, responsabilidades, suas vidas para cuidar.
Repentinamente forte luz começou a brilhar em meio àquela escuridão. Curiosos e na esperança de se salvarem caminharam naquela direção. À medida que se aproximavam percebiam que se tratava de um grande Templo, curiosamente iluminado por luzes que vinham do céu mesmo à noite.
Alcançando as escadarias, foram recebidos por simpática pessoa que logo os felicitou:
- Sejam bem vindos ao Templo Luz do Deserto. Eu sou Gabriel – disse-lhes sorrindo.
- Olá ! Meu nome é Paulo. Represento as tropas vermelhas das terras do Sul.
- Boa noite! Eu me chamo Thiago. Represento as tropas laranja do Oeste.
- Pelo visto vocês não são amigos. Mas como vieram parar aqui?
Então explicaram a Gabriel toda a situação. Paulo chamou Gabriel de lado e lhe alertou para tomar cuidado com Thiago, pois poderia ser muito perigoso. Thiago fez o mesmo.
Convidados a entrar no Templo, dirigiram-se ao conselho de lá:
- Vou lhes apresentar ao nosso líder, Lúcio. Ele lhes poderá ajudar – disse Gabriel.
Entraram então no conselho, apresentaram-se e sentaram-se à extensa mesa; Lúcio à ponta, Paulo à esquerda e Thiago à direita. Gabriel se retirou.
- Muito bem Senhores, em que posso lhes ajudar? – começou Lúcio.
- Quero voltar para minha terra – disseram os dois em uníssono.
- Entendo. O que têm feito de bom de suas vidas?
- Eu me dedico ao meu país através do serviço militar. Já recebi oito medalhas de honra pelas vitórias contra tropas que destruímos nestas últimas décadas de guerra – disse orgulhosamente Paulo.
- Sou o mais experiente piloto de caça de meu país. Pelo mesmo motivo de Paulo, também recebi medalhas de honra. Sou uma pessoa de sucesso e muito respeitada onde vivo. Tenho muito poder e dinheiro. Através de meus negócios tenho cada vez mais enriquecido graças a minha capacidade administrativa – disse Thiago com os olhos brilhando.
- E o que têm feito de bom a outras pessoas?
- Eu sirvo meu país. Indiretamente já ajudo a muitas pessoas que nem precisam se preocupar com a guerra – disse Paulo.
- Eu cuido da minha família. Pago escola para meus filhos e as despesas de casa – disse Thiago.
Repentinamente materializam-se duas pessoas, dois anjos guardiões, cada qual ao lado de seu tutelado. Dirigem-se a Lúcio em pensamento:
- Senhor, peço que os permita regressar. Esta discórdia vem se arrastando há mais de cinco séculos. Precisamos fazer com que se reconciliem – disse o guardião de Paulo.
Escrito por Tchobi às 10h10
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