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Inveja
O sentimento de inveja quando exacerbado traz sofrimento e pode até causar doenças naquele que o sustenta. Sente inveja aquele que por qualquer motivo foi incapaz de conquistar. Para justificar seu insucesso procura através da maledicência desdenhar as conquistas alheias. Estuda minuciosamente o cotidiano do invejado em busca de motivos para denegrir sua imagem e tentar encontrar algo que ofusque seu sucesso.
Pessoas de sucesso não sentem inveja. Há pessoas ricas que não são de sucesso. Há pessoas pobres que o são. A prosperidade independe da condição financeira. É um estado de espírito e aceitação perante a vida. Há os que têm inúmeros contratempos, como diferenças causadoras de discórdia na família, falta de recursos para realizar suas aspirações, deficiência física, mas que ainda assim são pessoas de sucesso, pois aceitam com resignação e paciência a vida que Deus lhe as oferece. Lutam dia a dia com todas suas forças para progredirem sem invejar o próximo.
Quando não se está satisfeito com a vida, por mais que se busque ter, conquistar, isto nunca será o suficiente. Este estado de insatisfação pode gerar a inveja. A luz alheia incomoda as sombras. Incomoda porque inconscientemente se sabe que cada um é responsável por seu destino, mas consciente e ilusoriamente tenta-se externar as responsabilidades apontando o dedo para o próximo. A satisfação, a felicidade são estados de espírito e isto só se conquista com interiorização. Dolorido que é olhar para si mesmo prefere-se permanecer estagnado na mesma situação. Não progride, sofre com isso e então passa a criticar o governo, o trabalho, os outros.
A inveja – estado de insatisfação consigo próprio – é também abrandada quando o próximo tropeça em suas lutas. Se o que tropeça desiste de lutar pode se juntar ao time dos invejosos, mas se persiste em crescer logo alcançará seus objetivos, pois todo aquele que planta com amor suas sementes da mesma maneira as colherá.
Tentemos visualizar o invejoso como irmão necessitado de ajuda e amparo. Não percebe que à medida que inveja amplia o sofrimento. É vítima de si próprio, mas que não sabe o que faz. Eis o motivo pelo qual devemos perdoá-lo ao invés de lhe alimentar qualquer sentimento negativo. Quando perdoamos livramos nosso espírito de cargas emocionais desnecessárias.
A inveja, o ódio e o rancor existem em demasia neste mundo. Nosso papel como protagonistas de uma Nova Era é o de combatê-los de forma a anulá-los: com amor e paciência.
Quando se compreende que nenhum patrão, chefe, pai, mãe ou qualquer outra pessoa tem poder sobre nossas vidas não mais se sente inveja. Este poder pertence a nós mesmos e a Deus. Cada um hoje vive aquilo que planta e seu destino independe dos outros. Um patrão, por exemplo, pode ser o responsável pelo quanto vai pagar para seu empregado. Estando Deus acima do patrão, se o mesmo estiver agindo injustamente, cedo ou tarde, o empregado receberá o que merece na empresa em que trabalha ou em outra que surgirá. Aqueles que julgam deter qualquer poder sobre outras pessoas são pobres coitados que se iludem com a transitoriedade das circunstâncias. Perante o eterno há humildes grandiosos e há grandes muito pequenos. Esta é a lógica divina. Paradoxal perante o mundo material, mas sempre justa perante o Todo.
(Tchobi)
Escrito por Tchobi às 13h33
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