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Tesouros latentes
Desde os primórdios o ser humano luta por poder. Seu vazio interior o frustra e ilusoriamente tenta preenchê-lo com o externo. Milhões de vidas foram sacrificadas por isso. Inseguro com suas próprias crenças precisa impor, mesmo que através da força, suas verdades àqueles que pensam diferentemente. Em decorrência desta distância consigo mesmo ainda há guerras.
Este mundo é triste. Por todos os lados encontramos injustiça, sofrimento, desigualdade, desonestidade – frutos do egoísmo.
Como plantas que insistem em nascer e se desenvolver em meio ao caos encontram-se grupos que cultivam verdadeiros tesouros e que fazem jus à denominação de seres humanos. Pacificadores irreconhecíveis à grande massa cega, mas iluminados àqueles que se perceberam como almas eternas.
Com verdades formatadas as religiões alienam as mentes iludindo-as a crenças e rituais exteriores purificadores do interior intocável.
Atualmente estamos numa era de transição onde as roupas de ouro serão substituídas por roupas mais leves e aliviados por isso, poderemos usufruir melhor de nossas potencialidades até então ofuscadas pela carga desnecessária.
Milênios têm sido necessários para começarmos a entrar em contato com os tesouros latentes de nossas almas. Teria sido diferente em decorrência de escolhas mais felizes, mas esta inversão de valores nada mais é do que a opção feita pela maioria.
Quando a revelação ancestral de que “nem só de pão vive o homem” é compreendida em sua totalidade e que os verdadeiros tesouros são os celestiais, a partir daí o caminho, até então de trevas, se ilumina e a luz de dentro brilha mais forte do que a de fora.
Que as escolhas feitas pela humanidade de hoje possa cada vez mais se basear no tesouro invulnerável de sua alma e que o reino do alto finalmente se funda com o de baixo.
(Tchobi)
Escrito por Tchobi às 23h20
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