|
Sobre as aparências
Muitos de nós costumam se preocupar com as aparências. Aparências para os outros, aparências para nós mesmos. Curiosamente deixamos de ser nós mesmos para viver ilusoriamente sustentando uma imagem mais condizente com aquilo que esperam ou que esperamos de nós.
Com isso passamos a ser aceitos por determinados grupos sociais e supostamente nos sentimos mais felizes. Olhamos para o espelho e nos orgulhamos de quem tanto trabalhamos para ser. Pessoas de sucesso, queridas, respeitadas. Sempre convidadas para eventos sociais, reuniões de amigos. Indo de um lado para o outro atendendo aos diversos compromissos. Usando nossas casas apenas para repouso.
O tempo passa. Muitos amigos. Sempre acompanhados. Sentimento de vazio, de solidão se manifesta. Não conseguimos compreender, pois temos tudo por que trabalhamos. O que poderia estar errado?
Este tipo de sentimento denota o clamar da consciência por um novo rumo. O rumo da integridade. Do auto-amor. Podemos enganar todos, inclusive o nosso ego, porém jamais a nossa essência imaterial.
O Reino dos Céus prometido há dois mil anos não é um local, nem terreno, nem transcendental, mas sim um estado de espírito provindo da paz interior.
Está na hora de vivermos nossas vidas sendo quem somos sem nos preocupar com a opinião alheia. Verdadeiros amigos nos aceitam como somos. Ricos ou pobres, ignorantes ou intelectuais, ateus ou teístas, somos todos seres humanos com sentimentos e variados desejos. Quando nos podamos para agradar quem quer que seja então demonstramos sintoma de que estamos distantes de nossa essência e que, mesmo inconscientemente, estamos sofrendo.
O Universo ao nosso redor reflete a maneira com que nos tratamos. Se nos respeitamos, somos respeitados, se não nos amamos, não somos amados. Há aqueles que pensam que a felicidade se dará apenas quando encontrarem um parceiro conjugal. Ninguém pode fazer o outro feliz. Pode trazer momentos de alegria, mas a verdadeira felicidade é aquela plena, não condicionada, que dura faça chuva, faça sol, na pobreza ou na riqueza, na companhia ou na solidão. É a felicidade que cultivamos a cada dia os aprendizados da vida. Em contrapartida quando estamos felizes, satisfeitos com que a vida nos oferece então acabamos por atrair pessoas semelhantes que surgem para compartilhar na maioria das vezes momentos de alegria. Em sendo falsos encontraremos pessoas condizentes com a falsidade. Em sendo verdadeiros encontraremos pessoas verdadeiras.
A vida é curta. Quando tempo cada um de nós ainda precisa para se aceitar e lutar por seus sonhos mais íntimos?
(Tchobi)
Escrito por Tchobi às 19h41
[]
[envie esta mensagem]
[link]
|