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Sobre pessoas difíceis
Seja em casa, no trabalho ou com amigos nos deparamos com pessoas difíceis. Difíceis de conviver, pois pensam e agem diferentemente de nós. Muitas vezes, por nos considerarmos portadores da verdade, julgamos nosso próximo. Com o veredicto, tomamos diversas posições: afastamento, aproximação com restrições, criação de máscaras e até tentativa de mudança do outro.
Dalai Lama disse certa vez que quando não mais se possui paciência para conviver com alguém é melhor se afastar do que criar mais conflitos e dívidas para com o Universo.
Aquilo que mais nos incomoda no outro, em verdade, é algo que possuímos dentro de nós, mas não admitimos ou nem sequer percebemos sua existência. Isto implica que aquilo que nos incomoda no outro é algo que temos que melhorar em nós mesmos. Estes indivíduos surgem em nossas vidas como grandes mestres para que desenvolvamos virtudes como a humildade e paciência, por exemplo.
Não existe indivíduo igual ao outro. Ninguém possui poder para modificar quem quer que seja a não ser a si mesmo. Então quando percebemos que nosso próximo está agindo incoerentemente, dentro de nosso ponto de vista ou do ponto de vista da sociedade, resistindo em se modificar, então não há nada a fazer senão servir de exemplo. Através de nossas atitudes influenciamos pessoas.
O mundo possui muitas pessoas boas, pois se espelham em outras semelhantes. Da mesma forma possui muitas corruptas, estas em maioria, pois os valores atuais estão invertidos e é mais fácil, socialmente, ser corrupto do que íntegro. Ser íntegro exige demasiado esforço e coragem, pois é agir fora dos padrões, apesar de corretamente.
As pessoas estão evoluindo. Cada dia que passa a proporção das pessoas adeptas ao bem aumenta. Aumenta, pois em grande parte se transformam por estarem cansadas de sofrer com os ensinamentos da vida. Quando escolhemos viver em desacordo com as leis morais do Universo o mesmo reage até que aprendamos a seguir por caminhos mais condizentes. Não seria por acaso que tantas pessoas sofrem neste mundo. O Criador, infinitamente justo e amoroso, não deixaria suas criações sofrerem em vão.
Portanto, resta-nos compreender este processo amando cada indivíduo como é sabendo que por mais difícil que seja, oferece o melhor de si. O fato de tratarmos todos igualmente, chamarmos pelo nome, faz muito mais diferença do que poderíamos imaginar. Esforçando-nos em nos transformar acabamos por ajudar ao próximo que por influência também progride.
Quando estivermos prontos, perceberemos que não existem pessoas difíceis, mas sim oportunidades de exercitarmos nossa compaixão por um indivíduo que ainda sofre com suas próprias limitações físicas, mentais ou emocionais. Ou o contrário, que nos aceitam com todas nossas limitações e por serem mais esclarecidas nos parecem incompreensíveis. Não foi a toa que nos foi dito para não julgar.
(Tchobi)
Escrito por Tchobi às 14h35
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